Se perguntarmos para a maioria dos estudantes, cite um cientista que você conheça. Em sua maioria, irá citar o alemão Albert Einstein, o Inglês Isaac Newton, ou outro cientista internacionais mais famoso. Mas, e no Brasil ?  temos muitos cientistas sim, e de muita importância. Então, vamos conhecer alguns cientistas brasileiros e suas contribuições.

Cesar Lattes (1924 – 2005)

O físico curitibano graduou‑se na Universidade de São Paulo. Em 1946, foi estudar na Inglaterra, onde fazia parte da equipe que comprovou experimentalmente a existência de outra partícula no núcleo atômico além dos prótons e nêutrons: o méson que Hideki Yukawa previu. Em 1949 tornou-se membro da Academia Brasileira de Ciências. Participou da criação do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), no Rio de Janeiro, e teve forte atuação dentro do grupo responsável pela criação do CNPq, do Instituto de Matemática Pura e Aplicada, da Escola Latino-americano de Física e do Centro Latino-americano de Física.

Ele pesquisava técnicas de emulsões nucleares, usadas para estudar as partículas componentes dos átomos com a ajuda de placas fotográficas capazes de registrar o caminho percorrido por cada partícula, após incidir sobre elas. Essas placas eram muito utilizadas para registrar a atividade de raios cósmicos. Em 1947, Lattes pediu ao colega Giuseppe Occhialini que, durante suas férias nos Pirineus, expusesse algumas placas aos tais raios. Elas registraram rastros de partículas subatômicas que não combinavam com a trajetória esperada para elétrons, prótons ou nêutrons: estavam detectados, pela primeira vez, os mésons pi. As observações foram repetidas e confirmadas por Lattes no Monte Chacaltaya, na Bolívia. Em 1948, com o norte-americano Eugene Gardner, Lattes produziu, pela primeira vez, mésons artificiais em um acelerador de partículas nos EUA. Tinha, então, 24 anos.

Em sua homenagem, o CNPq usou seu nome para batizar uma plataforma de currículos acadêmicos do Brasil (Plataforma Lattes), que hoje é usado por cientistas de todas as áreas. 

Referências:

http://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-6869.pdf

https://hypescience.com/11-cientistas-brasileiros-que-merecem-nosso-respeito/

Djalma Guimarães (1894 – 1973)

O mineiro de Santa Luzia  formou-se engenheiro de minas e civil no ano de 1919, na Escola de Minas de Ouro Preto. Como cientista, ele atuou em quase todas as áreas das geociências, participando da criação do Instituto de Pesquisas Radioativas e dirigindo os mais importantes órgãos nacionais e estaduais na área das Geociências. Descreveu quatro novos minerais: eschwegeíta, arrojadita, pennaíta e geannettita.Foi homenageado por colegas na descoberta de outros dois, batizados djalmarita e guimarãesita. Além disso, é considerado um dos pais da teoria da granitização, que descreve a origem das rochas graníticas. A geoquímica foi outro campo em que Djalma Guimarães se destacou como pioneiro no Brasil. Na direção do Instituto de Tecnologia Industrial de Minas Gerais criou um laboratório de análises espectroquímicas. Publicou trabalhos sobre metalogênese com base na geoquímica. O primeiro foi divulgado apenas no exterior, sob o título Mineral deposits of magmatic origin, cujo resumo foi publicado na revista Economic Geology. Sua teoria, de acordo com o conceito de província metalogenética, foi aceita e incluída na disciplina Geologia Econômica de vários cursos de geologia dos Estados Unidos. Vários outros temas da geologia foram abordados por Djalma Guimarães, mas os que lhe conferiram grande importância, com projeção nacional e internacional, foram as suas descobertas das jazidas de apatita (fosfato) e de pirocloro (nióbio) em Araxá (MG), que fizeram do Brasil o maior produtor de nióbio do mundo.

Referências

http://www.abc.org.br/IMG/pdf/doc-6869.pdf https://www.luzias.com.br/santa-luzia-deu-ao-mundo-djalma-guimaraes-o-principe-dos-geologos/

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